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    Os prejudicados, nesse caso, são os seres vivos, que são parte da Natureza. A violência das atitudes dessas pessoas lança-as a níveis de vibração extremamente baixos. E cada vez mais essas pessoas se distanciam dos vínculos com outros planos. O sofrimento alheio não lhes incomoda.

    O carnívoro que se alimenta dos corpos dos animais violentados e obrigados a morrer para que ele alimente seu prazer, não se sente conivente com o massacre dos animais porque em muitos casos, ele já encontrou a carne pronta no açougue. Ele não mandou matar o bicho. Ele não tem consciência de que fez parte do vínculo. Ele não se sente culpado.

    De um modo geral, os relacionamentos viciados se estabelecem em torno de valores monetários. Quando existe um vínculo monetário, existem duas partes que se relacionam. Se a atividade de uma delas for perniciosa, a outra também será. No rol das relações viciadas podemos incluir a relação entre o alcoólatra e o fabricante de bebidas, entre o tabagista e o fabricante de cigarros, entre o jogador e o dono do cassino, por exemplo. Também o mendigo e o que dá esmolas se enquadram nesse caso. Refiro-me ao caso de ajudas constantes à mesma pessoa, não ajudas eventuais.

    Quase sempre os protagonistas dessas relações defendem com unhas e dentes sua permanência nela, sem questionar seus hábitos e a influência nefasta que têm nos ecossistemas da Natureza e na Humanidade.

    Torna-se urgente que, num planeta com 3 bilhões de humanos que queimam combustíveis de todos os tipos, desmatam territórios, criam milhões de cabeças de gado de corte, produzem bilhões de

 

toneladas de lixo por mês, grande parte não bio-degradável, envolvem-se em uma série de atividades perniciosas devido ao narcotráfico, submetem os mais pobres a todo tipo de exclusões, matam-se por valores religiosos, enfim, mostrando que o homem é seu próprio predador, se comece um processo capaz de resgatar a humanidade desses valores mesquinhos e se purifique os sentimentos para ouvir a voz de suas consciências.
    Numerosas ONG's lutam pela preservação do meio-ambiente. Seus recursos têm aumentado bastante ao longo dos últimos 30 ou 40 anos. Mas sua atividade funciona mais no plano legal, ou seja, buscando a aprovação de leis que obriguem os indivíduos a agir ecológica e corretamente. Só que isso deveria vir de dentro de cada indivíduo. O direito à vida é patrimônio de todos os seres vivos. Não é só do ser humano. Colocam-se à disposição dessas entidades quantias cada vez maiores para que se desfaça o que não deveria ter sido feito! E porque foi feito? Egoísmo. Falta de consciência. E qual a expectativa de vitória? Não se sabe. Quantas leis e quantos "Greenpeaces" teriam que ser criados para normatizar o comportamento de 6 bilhões de indivíduos? Teríamos que ter leis até para dizer quais animais poderíamos matar e quais não. Já vimos que o posicionamento global é o resultado dos posicionamentos individuais, e a consciência coletiva será também o resultado das consciências individuais. Alguém precisa começar. A consciência precisa ser a lei de cada um. Não existe solução para os problemas da Humanidade que não passe por uma revisão de hábitos, revisão essa que precisa ser orquestrada pela consciência de cada um.

Fim do texto-base.

 
 

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