Perguntas frequêntes sobre o tipo

1. O que as letras do meu tipo significam?

2. O que as palavras significam?

3. O que se entende por tipo de personalidade?

4. O que é temperamento?

5. Há quanto tempo existe a idéia de temperamento?

6. O conhecimento do meu tipo pode me ajudar a escolher uma carreira certa?

7. Uma pessoa pode ter várias personalidades ou apenas uma?

8. O tipo não me limita?

9. Todas as pessoas do mesmo tipo são iguais?

 

1. O que as letras do meu tipo significam?

Os nomes dos dezesseis tipos ("ENTP" ou "ISFJ", por exemplo) são formados de quatro pares de letras - E ou I, S ou T, T ou F, J ou P - a maior parte das quais representam conceitos introduzidos por Carl Jung em seu livro Psychological Types (1921). Nos anos 50 Isabel Myers retomou o trabalho de Jung sobre a personalidade, adicionou a escala J-P, desenvolveu um questionário e uma notável série de dezesseis descrições de perfis que geraram um interesse mundial nos tipos de personalidades. No sistema Myers Briggs, as letras representam os seguintes elementos da personalidade:

E = Extroversão ou I = Introversão

S = Sensação ou N = Intuição

T = Pensamento ou F = Sentimento

J = Julgamento ou P = Percepção

Por exemplo, alguém cujas letras indicam Introversão, Sensação, Sentimento e Julgamento é um ISFJ, enquanto alguém preferindo Extroversão, Intuição, Pensamento e Percepção é um ENTP.

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2. O que as palavras significam?

Extroversão e Introversão são termos familiares à maioria das pessoas. Aqueles com forte Extroversão são mais sociáveis, gregários e expressivos, enquanto aqueles que tendem à Introversão são mais quietos e reservados.

Sensação e Intuição são termos mais difíceis. Muito simplesmente, aqueles fortes em Sensação prestam mais atenção ao que está ocorrendo fora de si mesmos no mundo concreto dos objetos tangíveis e experiências reais. Aqueles mais propensos à Intuição prestam mais atenção ao que se passa dentro de si mesmos, no mundo abstrato das idéias, conceitos, teorias e imaginação.

Pensamento e Sentimento indicam como as pessoas se governam e lidam com os outros. Aqueles fortes em Pensamento usarão, com mais frequência, a sua cabeça para governarem-se a si mesmos e a seus relacionamentos, enquanto aqueles inclinados ao Sentimento, com mais frequência, seguirão o seu coração.

Julgamento e Percepção indicam como as pessoas tomam decisões e organizam as suas vidas. Aqueles com Julgamento forte tendem a decidirem rapidamente e a administrar as coisas segundo suas agendas. Aqueles propensos à Percepção tendem a adiar decisões finais, preferindo manter suas agendas flexíveis e suas opções abertas.

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3. O que se entende por tipo de personalidade?

A idéia de classificar as pessoas é tão antiga quanto a própria humanidade. O meio a que nos referimos de classificar os diversos tipos de personalidades pode ser chamado de Tipo e suas raízes remontam há mais de 70 anos aos trabalhos do psiquiatra suíço Carl G. Jung (1875 - 1961). Jung sugeriu que o comportamento humano não era aleatório, mas na verdade, previsível e classificável. Jung não via as diferenças de comportamento como resultantes de problemas psicológicos, anormalidades ou impulsos desajustados. Em vez disso, como disse Jung, as diferenças no comportamento, que parecem tão óbvias aos olhos, resultam das preferências individuais na utilização das diversas funções e atitudes mentais básicas. Estas preferências emergem cedo na vida, constituindo as fundações das nossas personalidades. Segundo Jung, tais preferências logo se tornam o centro de muitas das nossas atrações e repulsões de pessoas, tarefas e eventos durante toda a vida. Em 1921, a teoria de personalidade de Jung foi publicada em um livro chamado Tipos Psicológicos.

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4. O que é temperamento?

Em essência, temperamento é um estilo pessoal inerente, uma predisposição que forma a base de todas as nossas inclinações naturais: o que pensamos e sentimos, desejamos ou necessitamos, o que dizemos e o que fazemos. Segundo o psicólogo californiano David Keirsey, temperamento é uma configuração de inclinações, enquanto caráter é uma configuração de hábitos.

Ainda segundo Keirsey, os sinais desta constituição subjacente, podem ser observados desde a mais tenra idade, antes que a família, grupos ou outras forças sociais possam ter causado uma impressão sobre o nosso caráter. Isso significa que todos nós, no curso do nosso desenvolvimento - excetuando aqueles casos em que tenhamos sofrido uma interferência mais séria - desenvolveremos um padrão consistente de atitudes e ações que expressam o nosso temperamento.

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5. Há quanto tempo existe a idéia de temperamento?

Através de toda a história, filósofos, escritores, psicólogos e outros observadores da humanidade notaram sempre existir quatro naturezas distintas nas quais todos nós nos ajustamos. Que as pessoas são dotadas ao nascer, com temperamentos ou predisposições para agir de certas maneiras é uma idéia muito antiga. Foi primeiramente proposta por Hipócrates, frequentemente chamado de o pai da medicina Ocidental, por volta de 370 a.C. e enriquecida pelo médico romano Galeno por volta de 190 d.C.

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6. O conhecimento do meu tipo pode me ajudar a escolher uma carreira certa?

Se uma pessoa descobre uma carreira que faça uso dos seus talentos naturais, então a carreira será um verdadeiro prazer e as suas portas começarão a se abrir. Com o conhecimento do seu tipo de personalidade você terá uma idéia muito melhor da espécie de trabalho que é mais adequado para você.

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7. Uma pessoa pode ter várias personalidades ou apenas uma?

Uma pessoa pode ter apenas uma personalidade. Cada um de nós tem uma personalidade distinta que, como um modelo ou projeto inato, permanece conosco por toda a vida. Nascemos com um tipo de personalidade, vivemos nossas vidas com esse tipo e, quando morrermos, (depois de uma vida que esperamos seja longa e frutífera) teremos ainda o mesmo tipo. Mas alguns de nós poderia então pensar: "Espere um pouco, eu posso ser de uma forma algumas vezes mas em outras eu sou uma pessoa muito diferente". Isso não seria uma indicação de que eu posso mudar o meu tipo de personalidade? A resposta é não, não pode. Mudamos o nosso comportamento em certas circunstâncias? Certamente! Os seres humanos têm um tremendo repertório de comportamentos disponíveis. Nós não poderíamos funcionar bem-sucedidamente se não o tivéssemos. Claro que agimos diferentemente no trabalho do que quando estamos em casa, e faz uma grande diferença se estamos com estranhos, amigos, em uma festa ou em um feneral. Mas as pessoas não mudam suas personalidades básicas com cada porta que abrem.

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8. O tipo não me limita?

Não se você o compreender. Uma compreensão do tipo pode liberta-lo de diversas formas. Dá a você confiança na sua própria direção de desenvolvimento — as áreas nas quais você pode se tornar excelente com maior facilidade e prazer. Essa compreensão pode também reduzir a culpa que muitas pessoas sentem por não serem capazes de fazer tudo na vida igualmente bem. Finalmente, reconhecer as suas próprias preferências abre a possibilidade de encontrar valores construtivos em vez de conflitos nas diferenças que você encontra com alguém cujas preferências são opostas às suas.

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9. Todas as pessoas do mesmo tipo são iguais?

Não. Existem muitas diferenças individuais dentro de cada tipo porque muitas coisas influenciam a personalidade — genes, interesses, circunstâncias de vida dentro e fora da família, expectativas e exigências sociais e muitos outros traços aprendidos. Além disso, algumas pessoas estão em um nível mais elevado de desenvolvimento do tipo do que outras. Mesmo em pessoas do mesmo tipo que são bem desenvolvidas, existem grandes diferenças. Examinemos um ESFJ por exemplo. Você espera que todos os ESFJs desejem que as pessoas a sua volta estejam felizes e que eles se esforcem por alcançar harmonia. Alguns ESFJs podem estar interessados em educação e ser professores; outros poderiam se tornar médicos de família e outros vendedores. Outros ainda poderiam encontrar sua maneira de ajudar no trabalho voluntário ou sendo um bom pai ou mãe. No entanto, todas essas atividades oferecem maneiras de usar a função sentimento no mundo externo como os tipos sentimentais extrovertidos presumivelmente fariam.

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