Caros Colegas Homeopatas, 

Segue "in totum" o material enviado pelo colega Enzo, devidamente trabalhado para o português pela Sra. Sandra Moreira Rosa, nossa tradutora oficial.

Agradeço a divulgação, solicitada pela LMHI.

Saudações Homeopáticas.

Matheus Marim
Vice Presidente Nacional para a LMHI

 

Prezado Christoph,

Enviei a seguinte mensagem às associações nacionais de médicos homeopatas da Europa.
Você faria a gentileza de organizar o envio para o resto do mundo?

Tudo de bom

Ton

Queridos amigos da Homeopatia,

Dois estudos recentes concluíram que uma revisão, publicada no Lancet e que resultou na afirmação que a Homeopatia se trata apenas de placebo, foi conduzida de maneira seriamente irregular.

Todos vocês devem se lembrar que em agosto de 2005, o Lancet publicou um editorial sob o título “O Fim da Homeopatia”, baseado em uma revisão que comparava ensaios clínicos homeopáticos com ensaios de medicina convencional. A afirmação de que os medicamentos homeopatas agem apenas como placebo baseou-se em 6 ensaios clínicos de medicina convencional, e 8 estudos em homeopatia, sem revelar a procedência de tais ensaios. A revisão foi criticada devido a obscuridade da mesma, e por não informar quais ensaios foram analisados, nem quais foram premissas sobre os respectivos dados.

Detalhes suficientes para embasar uma reconstrução do caso foram eventualmente publicados, e duas publicações científicas recentemente publicadas com base em tal reconstrução, questionaram a revisão publicada no Lancet, apresentando os dados a seguir:

- As análises de ensaios homeopatas altamente qualificados apresentam conclusão positiva;

- Os oito principais ensaios homeopatas altamente qualificados foram aplicados para tratar condições distintas; se a homeopatia é eficaz para algumas dessas condições mas não para todas, os resultados não são iguais, e isso implica que não podem ser considerados placebo;

- A comparação com a medicina convencional não teve significado algum;

- Há dúvidas acerca dos critérios obscuros e não publicados, inclusive a definição de ‘qualidade superior’;

A reconstrução acima gera sérias dúvidas sobre a revisão, indicando que a última se baseou em uma série de julgamentos ocultos, desfavoráveis à Homeopatia.

A Liga Médica Homeopata Internacional (LHMI), e o Comitê Europeu de Homeopatia, lançaram uma publicação sobre a conclusão desses dois estudos.

FAVOR ENCAMINHAR ESSA PUBLICAÇÃO ÀS AGÊNCIAS NACIONAIS DE IMPRENSA, JORNAIS MÉDICOS, JORNALISTAS DA CIÊNCIA, ETC. DA SUA LOCALIDADE, PARA QUE O MAIOR NÚMERO DE PESSOAS POSSÍVEL RECEBA ESTA MENSAGEM. 

Saudações,

Ton Nicolai

 

PUBLICAÇÃO

Para lançamento imediato -  3 de novembro de 2008 

 

Nova evidência da Homeopatia

Dois estudos recentes concluíram que uma revisão, publicada no Lancet e que resultou na afirmação que a Homeopatia se trata apenas de placebo, foi conduzida de maneira seriamente irregular.

 

George Lewith, Professor de Pesquisa em Saúde na Universidade de Southampton apresenta os comentários a seguir:

‘A revisão não mostrou quais ensaios foram analisados, nem apresentou as diversas premissas cruciais acerca destes dados. Tal prática não é considerada científica de modo geral. Se presumirmos que a Homeopatia é eficaz para determinadas condições, mas não para todas, ou se mudarmos a definição do que venha a ser um ‘ensaio mais significativo’, a conclusão seria alterada. Isso indica uma falha fundamental nas conclusões: elas NÃO são confiáveis.’

 

As principais informações sobre o debate em questão seguem abaixo:

Em agosto de 2005, o Lancet publicou um editorial sob o título “O Fim da Homeopatia”, baseado em uma revisão que comparava ensaios clínicos homeopáticos com ensaios de medicina convencional. A afirmação de que os medicamentos homeopatas agem apenas como placebo baseou-se em 6 ensaios clínicos de medicina convencional, e 8 estudos em homeopatia, sem revelar a procedência de tais ensaios. A revisão foi criticada devido à obscuridade da mesma, e por não informar quais ensaios foram analisados, nem quais foram as premissas sobre os respectivos dados.

Detalhes suficientes para embasar uma reconstrução do caso foram eventualmente publicados, e duas publicações científicas recentemente publicadas com base em tal reconstrução questionaram a revisão publicada no Lancet, apresentando os dados a seguir:

As análises de ensaios homeopatas altamente qualificados apresentam conclusão positiva;


Os oito principais ensaios homeopatas altamente qualificados foram aplicados para tratar condições distintas; se a homeopatia é eficaz para algumas dessas condições mas não para todas, os resultados não são iguais, e isso implica que não podem ser considerados placebo;


A comparação com a medicina convencional não teve significado algum;


Há dúvidas acerca dos critérios obscuros e não publicados, inclusive a definição de ‘qualidade superior’;

 

Liga Médica Homeopata Internacional (LHMI), secretariado, Am Hofgarten 5, 53113 Bonn, Germany, tel. +49-228-2425330,
email: generalsecretary@lmhint.net

 

Comitê Europeu de Homeopatia ( ECH), secretariado, Chaussée de Bruxelles 132, box 1, 1190 Brussels, Belgium, tel. +32-2-3453597,
email: info@homeopathyeurope.org

 

A revisão publicada no Lancet , sob o comando do Professor Matthias Egger do Departamento de Medicina Social e Preventiva da Universidade de Berne, iniciou com 110 ensaios homeopáticos e de medicina convencional, combinados. Esse número foi reduzido a ‘ensaios altamente qualificados’, e subseqüentemente a 8 e 6 ‘ensaios altamente qualificados’, respectivamente.  Com base nestes 14 estudos, a revisão concluiu que há ‘evidência insuficiente que comprove o efeito específico dos remédios homeopatas, mas há forte evidência dos efeitos resultantes de intervenções convencionais’.

 

Há um número limitado de estudos homeopáticos, possibilitando uma interpretação seletiva e desfavorável, o que parece ter acontecido no caso da publicação no Lancet. Se presumirmos que a Homeopatia não funciona para apenas uma condição (Arnica enrijecimento muscular pós prática de exercícios), ou se alterarmos a definição de ‘ensaio superior’, os resultados serão positivos. A comparação com a medicina convencional não teve embasamento algum: os 110 ensaios originais foram combinados, mas a combinação se perdeu após terem sido reduzidos a 8 e 6 ensaios. Mas a qualidade dos ensaios homeopáticos se mostrou superior em relação aos ensaios convencionais.

 

Esta reconstrução levanta sérias dúvidas sobre a revisão em questão,  mostrando que a última se baseou em uma série de julgamentos ocultos, desfavoráveis à Homeopatia.  Uma avaliação mais ampla das evidência atuais sugere que a Homeopatia é  eficaz para muitas condições, inclusive as de origem alérgica, infecções do aparelho respiratório superior e ‘gripes’,  mas há uma necessidade urgente de novas pesquisas.

 

O Professor Egger se recusou comentar sobre essas descobertas.

 

Referências:

 

Lüdtke R, Rutten ALB. A conclusão sobre a eficácia da Homeopatia depende muito do grupo de ensaios analisados. Jornal de Epidemiologia Clínica, 2008. doi:10.1016/j.jclinepi.2008.06.015

 

Rutten ALB, Stolper CF. A meta-análise da Homeopatia de 2005: análise de dados da pós-publicação. Homeopatia, 2008.
doi:10.1016/j.homp.2008.09.008.

 

Fim

 

Para maiores informações favor contatar:

 

Prof George Lewith Tel: +44 7970 067884

email: gl3@soton.ac.uk

 

Rainer Lüdtke Tel: +49 201 5630516

email: r.luedtke@carstens-stiftung.de

 

Dr Lex Rutten Tel: +31 765 227340

email: lexrtn@concepts.nl

 

Liga Médica Homeopata Internacional (LHMI), secretariado, Am Hofgarten 5, 53113 Bonn, Germany, tel. +49-228-2425330,
email: generalsecretary@lmhint.net


Comitê Europeu de Homeopatia ( ECH), secretariado, Chaussée de Bruxelles 132, box 1, 1190 Brussels, Belgium, tel.
+32-2-3453597,

email: info@homeopathyeurope.org